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Métodos de pesquisa médica · Tempo em coortes

Tempo zero em coortes retrospectivas: alinhar elegibilidade, exposição e seguimento

Esclarecer definições temporais num parágrafo de plano para discussão Entregáveis solicitados / objetivo de entrega: Tabela de definições temporais, parágrafo do plano sobre tempo zero e lista de perguntas.

Desenho e ordem temporal

Defina primeiro a pergunta: quem se torna elegível e quando, quando a exposição é classificada e quando se observam desfechos. Não transforme retroativamente exposição posterior em grupo basal. Um modelo complexo não substitui a conferência temporal.

Este guia aborda coortes médicas com registros existentes, não orientação terapêutica ou inferência causal automática. “Retrospectivo” não informa datas reais de coleta, medida e seguimento. Os itens 5 e 6(a) de STROBE pedem períodos relevantes, elegibilidade e métodos de acompanhamento.

O guia de viabilidade verifica condições do estudo; o de fluxo confere contagens e denominadores. Esta página trata do tempo. Comparações terapêuticas podem usar o ensaio-alvo para conferir alinhamento, mas nem toda coorte descritiva, associativa ou preditiva é uma emulação de ensaio.

Uma tarefa concreta com RigorMed

  1. Esclarecer definições temporais num parágrafo de plano para discussão

    São entradas sugeridas e entregáveis a solicitar, não uma nova execução, resultados de clientes ou garantia de conclusão.

    Materiais a fornecer: Pergunta, definições de inclusão, exposição e seguimento, documentação dos campos e esquemas agregados legais.

    Entregáveis solicitados / objetivo de entrega: Tabela de definições temporais, parágrafo do plano sobre tempo zero e lista de perguntas.

  2. Exemplo de solicitação

    Relacione elegibilidade, classificação da exposição, medições basais e início do seguimento às respectivas datas e evidências. Liste riscos de grupos definidos posteriormente e redija definição de tempo zero e perguntas a documentar.

  3. O que ainda precisa de revisão

    Alinhar tempos não certifica causalidade. Não retrodate exposições futuras, invente seguimento nem deixe o modelo substituir decisões de desenho estatístico.

Separe quatro tipos de tempo

Perguntas distintas podem exigir origens distintas. A regra deve ser reproduzível e pertinente, não necessariamente uma data comum para todos.

Registro temporal do desenho de coorte
TempoEspecificar ao menosUso incorreto comum
ElegibilidadeQuando todos os critérios são atendidos e registros comprobatóriosSelecionar população basal por sobrevida futura ou tratamento concluído
Classificação da exposiçãoMedida, início, mudanças e disponibilidade da informaçãoTratar qualquer exposição posterior como presente desde o início
Variáveis basaisJanela relativa à origem e regra de seleção dos valoresChamar informação pós-exposição ou pós-desfecho de basal
Desfecho e seguimentoOrigem, evento, última observação possível e encerramento administrativoUsar fechamento da base como última observação de cada pessoa

Prescrição, dispensação, uso real e lançamento podem ter datas diferentes. Confira significado e atraso de registro; preserve datas desconhecidas em vez de inventá-las com IA.

Cinco verificações antes da análise

  1. Fixe pergunta e unidade

    Especifique população, exposição ou predição, desfecho e horizonte. Distinga pessoas, consultas e medidas repetidas. Defina o estimando antes de ver resultados, não escolha a origem depois.

  2. Defina elegibilidade e tempo zero

    Forneça regras individuais e registros disponíveis. Em comparações simples de início terapêutico, alinhe elegibilidade, classificação e seguimento. Períodos de tolerância ou estratégias dinâmicas precisam de desenho e análise adequados próprios, não deslocamento mecânico de datas.

  3. Confira o que se podia saber então

    Marque momento de medida, lançamento e relação com a linha basal por campo. Predição usa informação disponível naquele momento; comparações terapêuticas não definem grupos basais por exposição ou sobrevida futuras.

  4. Especifique seguimento e saída

    Predefina identificação de eventos, perdas, fechamento administrativo e papel de eventos competitivos como morte. Censura não comprova ausência de desfecho nem satisfaz automaticamente a hipótese de censura independente.

  5. Revise pequena linha temporal e preserve alterações

    Use materiais públicos lícitos ou sintéticos para ordem no mesmo dia, elegibilidade repetida, mudanças e datas ausentes. Registros reais de pacientes ficam apenas em processamento privado autorizado e controlado. Resolva conflitos por alterações documentadas do protocolo.

Linha sintética: começar no dia 10 não é exposição no dia 0

Suponha critérios atendidos no dia 0. A começa exposição no dia 10; B morre no dia 5. Se os grupos basais forem definidos por exposição em qualquer momento do seguimento, A precisa sobreviver até o dia 10 para entrar no grupo exposto; B não pode. Contar também o tempo anterior de A como exposto pode introduzir tempo imortal e vieses de seleção ou classificação.

As datas são sintéticas, sem estudo real, números de efeito terapêutico ou cálculo estatístico. Redistribuir o tempo com um clique não é correção universal. Exposição variável, landmark e ensaio-alvo envolvem populações, estimandos e hipóteses diferentes. Revisão metodológica deve decidir antes da análise e declarar a pergunta revisada.

Alinhar o tempo não certifica causalidade

Ainda podem existir confundimento, seleção, erro de medida, dados ausentes, seguimento incompleto e limites de transportabilidade. Exposição anterior não basta para escrever “causa”; completar STROBE não certifica ausência de viés ou conformidade ética.

Se datas ou ordem não forem verificáveis ou elegibilidade depender do futuro, indique o que não é identificável e reveja pergunta ou fonte. Não invente datas, exclua eventos precoces para melhorar curvas nem aplique diretamente desenho terapêutico a dados transversais.

Lista antes do trabalho estatístico

Preserve definições e evidências, não apenas marcas:

  • Pergunta, unidade e horizonte explícitos.
  • Regras de elegibilidade, exposição e origem reproduzíveis.
  • Janelas basais sem informação futura desconhecida naquele momento.
  • Regras previstas para eventos, perdas, encerramento e eventos competitivos.
  • Datas ausentes, ordem diária, mudanças de exposição e protocolo registradas.

Esta página não executa estatística nem valida dados de pacientes e não garante significância, causalidade ou prontidão para submissão.

Perguntas frequentes

Tempo zero precisa ser a mesma data para todos?

Não. Em geral é relativo à elegibilidade individual ou evento inicial especificado. Relate também períodos calendários de recrutamento, exposição, seguimento e coleta.

Mais covariáveis ou escore de propensão removem tempo imortal?

Não é garantido. Grupo ou tempo atribuídos incorretamente são problemas de desenho. Corrija primeiro a definição, depois selecione métodos e hipóteses compatíveis com o estimando.

A primeira data de lançamento substitui uma data ausente?

Não por padrão. Considere apenas campo verificado correspondente ao evento necessário, com erro aceitável e limitações declaradas. Caso contrário, preserve o desconhecido.

Fontes verificadas

As fontes oficiais foram verificadas em 2026-10-12 / RigorMed: 2026-10-13; condições e datas são revisadas antes da publicação.

  1. STROBE: lista conforme o desenho
  2. Explicação STROBE: tempo e seguimento, itens 5 e 6(a)
  3. Hernán et al. (2016): tempo zero e viés de tempo imortal

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